Aquilo que sinto por ti




Era uma vez...


Um Realizador e Câmera-men chamado Stephan Borban!





Stephan procurava ansiosamente uma nova modelo e atriz para o seu novo filme "A namorada do Príncipe Eric", que iria ser realizado brevemente.



Um dia a caminho do trabalho viu uma rapariga passar bem perto dele.

Depois de observar por breves segundos a rapariga, percebeu que ela era exatamente quem ele procurava e não quis arriscar perde-la de vista.



Aquela rapariga para além de muito bonita era também super simpática. Ficou surpresa com o seu convite claro, mas estava recém-chegada na cidade e não perdeu oportunidade de se submeter a um casting.






Os castings estavam a cargo da grande Fotógrafa Jini Chang, dona de uma das melhores agências de modelos do país.


Jini Chang ficou surpreendida com o desempenho de Emilly, uma rapariga tão simples descoberta por causa de um simples passeio matinal.


Emilly adorou a experiência e a Dona da agência adorou o resultado, e por isso assinaram contrato com uma das melhores marcas de sapatos do país.


A Purple Shoes!

Outdoors, catálogos, Emilly era agora o novo rosto desta marca. Mas não apenas desta...


Channel apaixonou-se pela graciosidade de Emilly e assinou imediatamente contrato, investindo nela fortunas em formação sobre fotogenia, passerelle, postura, comportamento e tudo o mais que ela pudesse precisar. 

A beleza de Emilly agradava agora às grandes marcas do mundo da moda, e não só!


   

                 Inteligencia, humildade e simpatia agradavam também ao público em geral.


Os contratos de Emilly começavam a agora a aumentar cada vez mais...


Programas de televisão, sessões  fotográficas, revistas. Emilly era oficialmente uma estrela conhecida mundialmente.



Enquanto isso as gravações para o filme de Stephan começavam finalmente a rodar.



Muito trabalho e muito profissionalismo. Uma grande produção!


Por muito que tentasse, Stephan conseguia cada vez menos esconder o seu encanto por Emilly!


E arranjava sempre uma desculpa para estar com ela.



Fosse no trabalho, ou não...

O tempo foi passando e gostavam cada vez mais um do outro.
Stephan ganhou finalmente coragem e declarou-se, pedindo-lhe para namorar.


E assim foi durante muito tempo!



E Stephan quis um dia acordar junto de Emilly...



Até que quis acordar com ela todos os dias!






Mas alguém viu o pedido de Stephan com desdém.


Alguém que não ficou de todo feliz com a novidade.


E o desejo de vingança tomou conta de si!




Contra tudo e contra todos Stephan estava decidido que era com Emilly que queria ser feliz.


Emilly estava absolutamente radiante e o grande dia havia chegado!





Tan tan tan tan....Tan tan tan tan...



A tarde irradiava sol. 
O dia estava a ser perfeito.





Ou pelo menos assim se pensava...



Algo negro esperava este casamento...


O dia escureceu de repente...






E em poucos segundos a felicidade acabou...



Conceito

O ser humano tem desde cedo a capacidade de sentir, imaginar, criar ou inventar coisas. Sobretudo histórias.

Ao longo do tempo e das situações pelas quais o ser humano está exposto, a sua forma de pensar e os seus paradigmas vão sendo formatados por consequência às mesmas, e isso pode influenciar bastante a forma como as pessoas gerem os seus sentimentos.

Quando somos crianças, muitos são os paradigmas impostos em nós, - o que está certo ou errado, o que é bom ou mau, o que podemos ou não fazer e, como o fazer, são tudo formatações que recebemos da nossa sociedade de forma a podermos mais facilmente integrarmo-nos nela, e à medida que vamos crescendo certas capacidades que tínhamos aquando crianças vão desaparecendo, dando lugar ao raciocínio lógico, ao comportamento "standard" de cada lugar e/ou cultura. No entanto, apesar de já esquecidas, o ser humano continua a ter excelentes capacidades ao nível da criatividade, da imaginação e da forma como podem ser aplicados os próprios sentimentos e a própria energia.


Quando éramos pequenos tudo servia para criar uma história, e todas as histórias que criávamos eram vividas intensamente, por muito que fossem apenas fruto da nossa imaginação. No entanto para nós, era tudo bastante real e sentido, e no exato momento a seguir, quando já não nos apetecesse brincar mais, conseguíamos voltar ao momento presente sem qualquer resto de apego àquela história, que muitas das vezes eram imediatamente esquecidas.


Hoje em dia vibramos com as histórias que nos contam, mas muitos de nós julgamos já não conseguir imaginar ou criar uma história sem a ajuda de algo próximo, quer seja um acontecimento ou alguma referencia visível ou palpável.


Mas será bem assim?


Os brinquedos por si só, são inanimados e desprovidos de qualquer movimento voluntário ou sentimento. São apenas objectos sem vida. Porém nós conseguimos olhar para eles e sentir algo, mesmo que seja apenas num registo sensorial devido às expressões faciais ou corporais dos bonecos.

Conseguimos com imensa facilidade vibrar com uma história representada por atores imaginários, cuja expressão é sempre a mesma. E ainda assim conseguimos imaginar e sentir ligações entre eles e sentir alegria por ver aqueles brinquedos namorar, casar, ou até mesmo sentir pena por alguma personagem morrer e não ter direito a um final feliz. 

No entanto são apenas brinquedos que não transmitem nada. Porém, como que, instintivamente conseguimos imaginar e ao mesmo tempo projetar emoções através do ambiente, situações e/ou cenário em que estes se encontram, e até mesmo por vezes imaginar as falas que estes poderão estar a ter.




Engraçado não?





Fotografia de: Inês Abrantes



Trabalho final 
Workshop técnicas de fotografia e vídeo

Formadora: Rute Violante


Agradecimentos:
 Candy Baptista
Joana Silva
Marisa Duarte

Agradecimentos também aos amigos que tiveram a pachorra de segurar as bonecas durante tantas horas!




A vida de Emilly havia perdido o sentido depois de perder Stephan.







Até que um dia se sentiu tonta. 




E a felicidade invadiu o seu peito novamente. Stephan não tinha deixado Emilly sozinha!



Deu-lhe uma linda menina à qual Emilly deu o nome de Stephany.



Fim


:D











6 comentários:

  1. Delirei, está fantástico Inês, muitos parabéns, está super real, muito bom mesmo! Beijinhos

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    1. Obrigada Joana :D olha eu adorei fazer este trabalho....e obrigada pela tua ajuda também :D beijokas

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  2. Algo tão simples e ficou tão bonito! Adorei <3

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  3. Muito bom, adorei mesmo, nao esperava que fica se assim tao magnifico, senti cada vez que baixava a pagina para ver a foto seguinte, parabens Inês ;)

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  4. Obrigada a todos a vossa ajuda também foi preciosa :D beijokas

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